Este blog é um espaço para leitura, estudo e conhecimento. Aqui discutiremos filosofia, sociologia e as aspirações e desejos de conhecimento que pulsam nas veias daqueles que não se deixam embebedar pela ignorância.
quarta-feira, 5 de julho de 2017
Indivíduo e a sociedade
Indivíduo, Identidade e Socialização
A Sociologia trata o indivíduo como um produto social. Mas como explicar a ideia de individualidade?
Oriente e sociedades indígenas: Os indivíduos são elementos indissociáveis da sociedade;
Europa: A consolidação do capitalismo reforçou a ideia de que os indivíduos são autônomos;
DURKHEIM (1858-1917) – A sociedade prevalece sobre o indivíduo!
--> Fatos Sociais: Regras coletivas que orientam a vida dos indivíduos em sociedade.
Exteriores: Padrões de comportamento criados pela coletividade;
Coercitivos: Os padrões de comportamento devem ser seguidos pelos membros da sociedade, com punição em caso de desobediência;
Gerais: Comum a todos do grupo;
WEBER (1864-1920) – Sociedade como um conjunto de ações individuais!
--> Ação Social: Só existe quando o indivíduo tenta estabelecer algum tipo de comunicação, com base em suas ações, com os demais!
São quatro os tipos de ação social:
Tradicional – Determinada pelo costume;
Afetiva – Determinada pela emoção;
Racional (com relação a valores) – Orientada pela crença em um valor importante
Racional (com relação a fins) – Determinada pela finalidade; para obter o resultado necessário;
MARX (1818-1883) – A relação entre indivíduos e sociedade só podem ser estudadas em conjunto com as condições matérias (materialismo histórico)!
Os homens estabelecem relações sociais entre si para utilizarem os meios de produção e transformarem a natureza;
--> Luta de Classes: Motor da História!
Capitalistas: Detentores dos meios de produção;
Proletariado: Detentores de sua força de trabalho;
Sugestões de leitura:
DURKHEIM, E. As regras do método sociológico. Editora Martin Claret, 2001.
MARX, K.; ENGELS, F. Manifesto do Partido Comunista. São Paulo: Global,1986.
WEBER, M. Ensaios de Sociologia. Editora LTC, 1982
terça-feira, 4 de julho de 2017
domingo, 26 de junho de 2016
domingo, 17 de abril de 2016
EXERCÍCIOS DE REVISÃO - 1º ANO
EXERCICIOS DE REVISÃO – 1º ANO
1. Caracterize a Sociologia enquanto
ciência, salientando sua origem e objetivos.
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2. Historicamente, qual o conceito de
Sociologia?
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3. Por que podemos afirmar que a
Sociologia é uma das manifestações do pensamento moderno? Justifique.
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
4. Quais os acontecimentos históricos
que foram fundamentais para o surgimento da Sociologia?
_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
5 - “Socialização significa o processo
pelo qual um indivíduo se torna um membro ativo da sociedade em que nasceu,
isto é, comporta-se de acordo com seus folkways e mores [...]. Há pouca dúvida
de que a sociedade, por suas exigências sobre os indivíduos determina, em
grande parte, o tipo de personalidade que predominará. Naturalmente, numa
sociedade complexa como a nossa, com extrema heterogeneidade de padrões, haverá
consideráveis variações. Seria, portanto, exagerado dizer que a cultura produz
uma personalidade totalmente estereotipada. A sociedade proporciona, antes, os
limites dentro dos quais a personalidade se desenvolverá”. Fonte: KOENIG, S.
Elementos de Sociologia. Tradução de Vera Borda, Rio de Janeiro, Zahar
Editores, 1967, p. 70-75.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, é correto afirmar:
A) Existe uma interação entre a cultura e a personalidade, o que faz com que as individualidades sejam influenciadas de diferentes modos e graus pelo ambiente social.
B) A sociedade impõe, por suas exigências, aprovações e desaprovações, o tipo de personalidade que o indivíduo terá.
C) O indivíduo já nasce com uma personalidade que dificilmente mudará por influência da sociedade ou do meio ambiente.
D) São as tendências hereditárias e não é a sociedade que determinam a personalidade do indivíduo.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, é correto afirmar:
A) Existe uma interação entre a cultura e a personalidade, o que faz com que as individualidades sejam influenciadas de diferentes modos e graus pelo ambiente social.
B) A sociedade impõe, por suas exigências, aprovações e desaprovações, o tipo de personalidade que o indivíduo terá.
C) O indivíduo já nasce com uma personalidade que dificilmente mudará por influência da sociedade ou do meio ambiente.
D) São as tendências hereditárias e não é a sociedade que determinam a personalidade do indivíduo.
O
Individuo, sua história e a sociedade.
O indivíduo
nunca teve tanta importância nas sociedades como nos dias de hoje. Quando
analisamos as diversas formas de sociedade e como elas se organizaram
historicamente, percebemos que só na modernidade a noção de indivíduo ganhou
relevância.
6. Quando
nascemos, já encontramos prontos valores, normas, costumes e praticas sociais.
Também encontramos uma forma de produção da vida material que segue
determinados parâmetros. Muitas vezes, não temos como interferir nem como
fugir das regras já estabelecidas. Aqui, estamos falando de:
A) Nossas
escolhas, seus limites e repercussões;
B) Das
questões individuais às questões sociais
C) O que nos
é comum
D) As
diferenças no processo de Socialização
E) Tudo
começa na família.
7. Podemos
chamar de questões sociais alguns problemas que vão além de nosso dia a dia
como indivíduos, que não dizem respeito somente a nossa vida privada, mas estão
ligados à estrutura de uma ou de várias sociedades. É o caso do desemprego, por
exemplo, que afeta milhões de pessoas em diversos grupos sociais. Aqui, estamos
falando de:
A) Nossas
escolhas, seus limites e repercussões;
B) Das
questões individuais às questões sociais
C) O que nos
é comum
D) As
diferenças no processo de Socialização
E) Tudo
começa na família.
8. Ao nascer,
chega-se a um mundo que já está pronto, e essa relação como o “novo” é de total
estranheza. A criança vai sentir frio e calor, conforto e desconforto, vai
sorrir e chorar; enfim, vai se relacionar e conviver com o mundo externo. Para
viver nesse mundo, ela vai aprender a conhecer seu corpo, seja observando e
tocando partes dele, seja se olhando no espelho. Nesse momento ainda não se
reconhece como pessoa, pois não domina os códigos sociais; é o “nenê”, um ser
genérico. Aqui, estamos falando de:
A) Nossas
escolhas, seus limites e repercussões;
B) Das
questões individuais às questões sociais
C) O que nos
é comum
D) As
diferenças no processo de Socialização
E) Tudo
começa na família.
9. Entender a
sociedade em que vivemos significa saber que há muitas diferenças e que é
preciso olhar para elas. É muito diferente nascer e viver numa favela, num
bairro rico, num condomínio fechado ou numa área do sertão nordestino exposta a
longos períodos de seca. Essas desigualdades promovem formas diferentes de socialização.
Aqui, estamos falando de:
A) Nossas
escolhas, seus limites e repercussões;
B) Das
questões individuais às questões sociais.
C) O que nos
é comum
D) As diferenças no processo de Socialização
E) Tudo
começa na família.
10. O ponto
de partida é a família, o espaço privado das relações de intimidade e afeto, em
que, geralmente, podemos encontrar alguma compreensão e refúgio, apesar dos
conflitos. É o espaço onde aprendemos a obedecer a regras de convivência, a
lidar com a diferença e a diversidade. Aqui, estamos falando de:
A) Nossas
escolhas, seus limites e repercussões;
B) Das
questões individuais às questões sociais
C) O que nos
é comum
D) As
diferenças no processo de Socialização
E) Tudo
começa na família.
11. A relação
indivíduo e sociedade é um dos eixos dos estudos sociológicos. Sobre esse
assunto, um dos autores clássicos da Sociologia observa a primazia da sociedade
e dos grupos sociais, que exercem determinado tipo de coerção sobre os
indivíduos, fazendo-os assumir papéis sociais específicos em relação a
determinados fenômenos particulares. Trata-se, nesse caso, de.
A) Karl Marx.
B) Max Weber.
C) Augusto
Comte
D) Émile
Durkheim.
E) Herbert
Spencer.
12. Os seres
humanos vivem em sociedade e as relações que os seres humanos mantém vivendo em
sociedade são chamadas de?
A) Relações
sociais
B) Relações
raciais
C) Relações
étnicas
D) Relações
antropológicas
E) Relações
societárias
13. As
relações sociais são essenciais para a formação de uma sociedade. Como são as
relações sociais?
A) As
relações sociais são dinâmicas e se transformam com as mudanças na sociedade.
B) As
relações sociais são fixas e imutáveis, mesmo com uma mudança na sociedade.
C) As
relações sociais são dinâmicas, porém não se transformam com as mudanças na sociedade.
D) As relações
sociais são estáveis, inócuas e hierarquizadas.
E) As
relações sociais são dinâmicas, instáveis e não se transformam com uma mudança na
sociedade.
14. É
praticamente inviável que o ser humano viva em sociedade. A partir dessa
afirmativa, podemos concluir que:
A) O ser
humano é um ser antissocial.
B) O ser
humano é um ser social.
C) O ser
humano é social, mas ao mesmo tempo é individualista.
D) O ser
humano é um ser social,
porém só em
períodos de dificuldade.
E) Nenhuma
das respostas anteriores.
15. Para
________________________ os indivíduos devem ser analisados de acordo com o
contexto de suas condições e situações sociais, já que produzem sua existência
em grupo. Para ele, a ideia de indivíduo isolado só apareceu efetivamente na
sociedade livre de concorrência. O nome desse pensador:
A) Emile
Durkheim
B) Karl Marx
C) Max Weber
E) August
Comte
E) Nobert
Elias.
quinta-feira, 31 de março de 2016
PASsagem: Obras para o PAS - 1ª Etapa - Subprograma 2014/201...
PASsagem: Obras para o PAS - 1ª Etapa - Subprograma 2014/201...: Livros: Antígona, Sófocles ( http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/antigone.pdf ) Apologi...
Este mundo da injustiça globalizada
Este mundo da injustiça globalizada: Este mundo da injustiça globalizada
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
quarta-feira, 8 de julho de 2015
quinta-feira, 9 de abril de 2015
segunda-feira, 6 de abril de 2015
quinta-feira, 2 de abril de 2015
ATIVIDADE EXTRA PARA O 1º ANO
Obs: Atividade para ser respondida no caderno!
Sociabilidade e
socialização
De fato, os seres humanos necessitam de seus
semelhantes para sobreviver, comunicar se, criar símbolos e formas de expressão
cultural, perpetuar a espécie e se realizar plenamente como indivíduos. É na
vida em grupo que os indivíduos da espécie humana se tornam realmente humana.
A sociabilidade, capacidade
natural da espécie humana para viver em sociedade, desenvolve-se pelo
processo de socialização. Por meio da socialização o indivíduo se
integra ao grupo em que nasceu, assimilando o conjunto de hábitos, regras e
costumes característicos de seu grupo.
O indivíduo se socializa
quando participa da vida em sociedade, assimila suas normas, valores e costumes
e passa a se comportar segundo esses valores, normas e costumes. Assim,
quanto mais adequada for sua socialização, mais sociável ele tenderá a se
tornar.
Socialização em tempos de globalização
Com o surgimento da globalização e o advento de
novas tecnologias de comunicação, o tempo histórico se acelerou e profundas
transformações começaram a ocorrer em todas as esferas da sociedade.
Nesse contexto de rápidas
mudanças, novas formas de sociabilidade emergem no século XXI. Nos grandes
centros urbanos, o tribalismo se tornou uma das formas de expressão
desses novos tipos de sociabilidade. (A palavra tribalismo está sendo
aqui utilizada em sentido amplo, que ultrapassa o sentido comum, ligado à
idéia de sociedades indígenas.)
Exemplos desses novos grupos
são os punks, os surfistas, os skinheads, as torcidas
organizadas de futebol e as gangues da periferia urbana. Eles se
reúnem em torno de afinidades ou interesses momentâneos, e se identificam por
algum aspecto externo, como a
indumentária, o corte de cabelo, ou por uma linguagem própria do grupo.
Novas tribos também estão
surgindo a partir do desenvolvimento da informática e da rede de computadores.
São as comunidades eletrônicas ou virtuais que habitam o ciberespaço
e inauguram um novo tipo de sociabilidade. .
Esses grupos virtuais surgem como expressão de uma
nova cultura (cibercultura), que nasce da união entre a sociabilidade
pós-moderna e os avanços da microeletrônica. (A expressão pós-modernidade
tem sido utilizada para designar a cultura contemporânea, em oposição à modernidade,
que teve início no século XV e perdurou até a segunda metade do século XX.
Caóticas, desordenadas e sem nenhum controle
externo, essas redes de amizade vão se desenvolvendo por todo o mundo e
inaugurando um novo tipo de sociabilidade.
Hoje, as comunidades
virtuais têm papel fundamental na integração da sociedade de massa: elas
resgatam laços de sociabilidade que estão se perdendo em razão da falta de
tempo disponível para as pessoas freqüentarem os espaços de sociabilidade
tradicionais.
Contatos sociais
Ao dar uma aula, o professor
entra em contato com seus alunos. O cliente e o vendedor de uma loja
estabelecem contato na hora da venda de uma mercadoria. Duas pessoas conversando
também participam de um contato social. A convivência humana pressupõe
uma grande variedade de tipos de contatos sociais.
Você mesmo pode se
relacionar de diversas formas, a começar pela maneira como adquiriu este livro
ou pelos contatos sociais que manteve para chegar até a atual etapa de sua
educação formal.
O contato social está na
origem da vida em sociedade. É o primeiro passo para que ocorra qualquer
associação humana. Por meio dele, as pessoas estabelecem relações sociais,
criando laços de identidade, formas de atuação e comportamento que são a base
da constituição dos grupos sociais e da sociedade.
Tipos de
contatos sociais
Existem dois tipos de contatos sociais: primários e secundários.
Contatos sociais primários. São os contatos pessoais, diretos, e que têm uma
forte base emocional, pois as pessoas envolvidas compartilham suas experiências
individuais. São exemplos de contatos sociais primários: os familiares (entre
pais e filhos, entre irmãos, entre marido e mulher); os de vizinhança; as relações
sociais na escola, no clube etc. As primeiras experiências do indivíduo se
fazem com base em contatos sociais primários.
Contatos sociais secundários. São os contatos impessoais, calculados, formais.
Dois exemplos: o contato do passageiro com o cobrador do ônibus para pagar a
passagem; o contato do cliente com o caixa do banco para descontar um cheque.
São também considerados secundários os contatos impessoais mantidos por meio
de carta, telefone, telegrama, e-mail etc.
EXERCÍCIOS
1. A respeito do contexto histórico
de emergência da Sociologia, marque a alternativa correta.
A) A Sociologia consolidou-se,
disciplinarmente, em resposta aos novos problemas e desafios desencadeados por
transformações sociais, políticas, econômicas e culturais, cujos marcos
históricos principais foram a Revolução Industrial e a Revolução Francesa.
B) Um dos principais legados do
Iluminismo foi a crítica severa às concepções científicas da realidade social,
combinada com a reafirmação de princípios e interpretações de cunho religioso.
C) A crescente legitimidade
científica do saber sociológico, produzido por autores como Auguste Comte e
Émile Durkheim, deveu-se à sua forte crítica ao Iluminismo.
D) Herdeira direta das transformações
sociais desencadeadas pela Revolução Industrial e pela Revolução Francesa, a
Sociologia ignorou os métodos racionais de investigação em favor do
conhecimento produzido pelo senso-comum.
E) A sociologia surgiu mediante a
necessidade de se explicar a sociedade as questões teológicas inerentes daquele
momento.
2. A Sociologia nasce sob a
influência de duas Revoluções: a Industrial e a Francesa. Que aspectos da
Revolução Industrial mais influenciaram a formulação de problemas e conceitos
pela Sociologia?
a) O sistema fabril, o
conservadorismo, o individualismo e a situação dos trabalhadores rurais.
b) O crescimento do radicalismo, a
situação da classe trabalhadora, a religiosidade popular e o conservadorismo.
c) A situação da classe trabalhadora,
a transformação da propriedade, a cidade industrial, a tecnologia e o sistema
fabril.
d) A religiosidade, as mudanças na
família, o individualismo e a transformação da propriedade.
e) O desenvolvimento da ciência, a
situação da classe trabalhadora, a religiosidade popular, a tradição e o
racionalismo.
3. (UFUB) Assinale a alternativa
correta: O surgimento da Sociologia foi propiciado pela necessidade de:
a) Observar, medir e comprovar as
regras que tornassem possível, através da razão, prever os fenômenos sociais.
b) Manter uma estrutura de pensamento
mítica para a explicação do mundo.
c) Condicionar o indivíduo, através
dos rituais, a agir e pensar conforme os ensinamentos transmitidos pelos
deuses.
d) Considerar os fenômenos sociais como propriedade exclusiva de forças transcendentais.
d) Considerar os fenômenos sociais como propriedade exclusiva de forças transcendentais.
e) Manter a interpretação mágica da
realidade como patrimônio de um restrito círculo sacerdotal.
4. Com o avanço do conhecimento,
tornou-se necessária um divisão das ciências em diversas disciplinas, e para
facilitar a sistematização dos estudos e pesquisas, a divisão atualmente das ciências
Sociaisabrange as seguintes disciplinas:
a) Sociologia – Economia – Física –
Antropologia
b) Sociologia – Política – Engenharia
– Economia
c) Sociologia – Economia –
Antropologia – Política
d) Sociologia – Economia – Urbanismo
- Matemática
e) Sociologia – Política – Economia –
Medicina
5. Um dos aspectos mais
representativos do Renascimento pode ser destacado no:
a)uso exclusivo de temas de origem
religiosa;
b)na valorização de uma vida de
renúncia e voltada para a determinação do destino da alma;
c)a exaltação de valores humanos e de
uma vida prazerosa, expressos no humanismo e nohedonismo;
d)na volta à uma vida simples,
rústica e ruralizada, onde o abandono das cidades e o declínio dasatividades
comerciais foram sua expressão
e)todas as alternativas estão
corretas e se completam.
6. Observados em
conjunto, o Renascimento, a Revolução Científica do século XVII e o
Iluminismoapresentam:
a) noção de progresso;
b)a idéia da supremacia dos instintos
sobre a razão;
c)o conceito da involução humanista;
d)a percepção de que todo progresso
corresponde a uma deterioração das condições humanas;
e)NRA
7. A evolução do saber
científico, da matemática, da química e da física, por exemplo, permitiramque
ocorrê-se, no interior da sociedade européia ocidental um processo denominado
por:
a)determinismo geográfico;
b)geocentrismo ptolomáico;
c)heliocentrismo copernicano;
d)laicização da sociedade;
e)ruralização social.
8. O desenvolvimento de
valores seculares e leigos, entre os séculos XVI e XVIII, refletiu-se sobre os
valores religiosos com:
a)sua revalorização e a reafirmação
da importância da religião;
b)com a extinção (enfraquecimento) da
religião como uma referência de comportamentos;
c)com o desenvolvimento de uma
religião mesclada com a ciência, como o catolicismo;
d) a condenação das teses
protestantes por serem consideradas meras manifestações místicas;
e) a submissão da ciência à religião;
9. Entre os novos valores
burgueses que emergiam e se consolidavam posteriormente ao século XV, estava a
idéia de lucro, que se contrapunha ao conceito de:
a)salvação da alma pela
riqueza;
b)Justo preço;
c)Predestinação;
d)Paraíso, Purgatório e Inferno;
e)Salvação pela Fé.
10. O desenvolvimento do
capitalismo esteve associado, principalmente, com o surgimento:
a)do luteranismo;
b)do calvinismo;
c)do catolicismo;
d)do movimento ortodoxo;
e)do islamismo.
11. Um dos aspectos mais
representativos do Renascimento pode ser destacado no:
a) uso exclusivo de temas de origem
religiosa;
b) na valorização de uma vida de
renúncia e voltada para a determinação do destino da alma;
c) a exaltação de valores humanos e
de uma vida prazerosa, expressos no humanismo e nohedonismo;
d) na volta à uma vida simples,
rústica e ruralizada, onde o abandono das cidades e o declínio dasatividades
comerciais foram sua expressão
e) todas as alternativas estão
corretas e se completam.
12 – “[...] A socialização é um
processo dinâmico e é ferramenta de formação da personalidade e por sua vez o
indivíduo também passa a ser ferramenta de manutenção e transformação da
socialização, pois quem é o socializado é também um que socializa, e tal
interação e integração estará sempre presente, pois enquanto houver relação
humana haverá socialização. [...]” Fonte:
http://regisper.blogspot.com.br/2010/05/socializacao-texto-de-sociologia-1-ano.html
Sobre o processo de socialização,
leia as afirmativas:
I. A pessoa ingressa no meio
social desde a vida intrauterina.
II. A sociabilidade é o
fundamento da convivência humana.
III. Pela socialização, o
indivíduo se integra ao grupo social, não necessariamente no que ele nasceu,
mas naquele em que vive.
IV. A pessoa se socializa quando
assimila normas, valores e costumes de uma sociedade.
Estão corretas apenas as
afirmativas:
a) I e III.
b) II e III.
c) II e IV.
d) I, II e IV.
e) II, III e IV.
13 – “Considerando-se que a vida
social é algo fundamental à existência e sobrevivência dos seres humanos
enquanto indivíduos, é na família que se dá início ao processo de socialização,
educação e formação para o mundo. [...]” Fonte:
http://www.brasilescola.com/sociologia/familia-nao-apenas-um-grupo-mas-um-fenomeno-social.htm
A respeito do início do processo
de socialização, considere as afirmativas:
I. O padrão de comportamento
determinado pelos pais é conhecido como padrão social.
II. Não há nenhum tipo de limite
no processo de socialização.
III. A reciprocidade ocorre
quando a pessoa, que socializa, é socializada.
IV. A socialização não interfere
na sociabilidade.
Estão corretas apenas as
afirmativas:
a) I e III.
b) II e III.
c) II e IV.
d) I, II e IV.
e) I, III e IV.
14 – “[...] Os mecanismos de
socialização vão desde a transmição explícita de valores e conhcimentos, até a
seleção e organização dos conteúdos de aprendizagem. A aprendizagem, no
entanto, não se daria apenas atavés do que é transmitido de forma explícita
pelo currículo. [...]”. Fonte: http://escoladireta.blogspot.com.br/2011/05/questoes-para-reflexao-os-mecanismos-de.html
Tratando-se dos mecanismos de socialização, analise as
afirmativas:
I. Quando a criança relaciona
gestos dos pais com significados, como por exemplo, saudar alguém, os primeiros
passos da socialização estão sendo dados.
II. A família somente observa os
mecanismos de socialização.
III. A assimilação de normas
gerais de comportamento não tem significado para a socialização.
IV. A interiorização de normas,
valores e costumes é um dos principais mecanismos.
Estão corretas apenas as
afirmativas:
a) I e II.
b) II e III.
c) I e IV.
d) I, II e IV.
e) I, III e IV.
15 – “Entender a sociedade em que
vivemos significa saber que há muitas diferenças e que é preciso olhar para
elas. É muito diferente nascer e viver numa favela, num bairro rico, num
condomínio fechado ou numa área do sertão nordestino exposta a longos períodos
de seca. Essas desigualdades promovem formas diferentes de socialização. [...]”
Fonte:
https://sites.google.com/site/arytjrsociologia/As-diferenas-no-processo-de-socializao
A respeito de diferentes formas
de socialização, considere as afirmativas:
I. O conjunto de valores de uma
sociedade é que vai orientar o processo de socialização dos cidadãos.
II. O processo de socialização do
homem que vive na área rural é idêntico ao do homem que vive na área urbana.
III. Os valores de uma sociedade
são interiorizados por meio da imitação, observação e estudo.
IV. As diferenças entre os
conjuntos de valores das sociedades não influem nas diferenças entre elas.
Estão corretas apenas as afirmativas:
a) I e II.
b) II e III.
c) II e IV.
d) I e III.
e) I, III e IV.
16 – “A família representa uma
grande parte dos nossos principais traços de personalidade, pois é com esta que
aprendemos o que é considerado básico: os primeiros passos, as primeiras
palavras e as primeiras distinções entre, por exemplo, o bem e o mal. [...]” Fonte:
http://www.esds1.pt/site1514/index.php?option=com_content&view=article&id=788:os-agentes-de-socializacao&catid=43:sociedade&Itemid=71
Sobre os agentes de socialização,
leia as afirmativas:
I. A socialização na escola é
conhecida como passiva.
II. O contato psicológico, mental
e físico dos pais é indispensável no início da socialização.
III. O cinema é um agente de
socialização.
IV. Uma escolha profissional de
uma pessoa influenciada pelo seu grupo de amigos faz desse grupo um agente de
socialização.
(Fl 3/3 do exercício da aula nº 4
de Sociologia do 1º ano do CMF – 2013)
Estão corretas apenas as
afirmativas:
a) I e II.
b) II e III.
c) II, III e IV.
d) I e III.
e)
I, III e IV.
17- Qual a
contribuição de Durkheim para a Sociologia?
18- Segundo Durkheim, qual é o objeto de estudo
da Sociologia?
19- Quais são as características do Fato Social?
Explique cada uma delas.
domingo, 17 de agosto de 2014
Sociologia K: Direitos e Cidadania
Sociologia K: Direitos e Cidadania: Os “Direitos” poder ser divididos em três tipos: Civis, Políticos e Sociais . A cidadania consiste na conquista desses direitos. Direitos...
sábado, 22 de fevereiro de 2014
INTRODUÇÃO A SOCIOLOGIA
A sociologia constitui um projeto intelectual tenso e contraditório. Para alguns representa uma poderosa arma a serviço dos interesses dominantes, para outros ela é a expressão teórica dos movimentos revolucionários.
Por sua posição de contradição foi proscrita de centros de ensino e universidades da América do Sul (Brasil, Argentina, Chile, etc.) todos em regimes ditatoriais. Foi acusada ainda de ser disfarce do marxismo e teoria de revolução.
Historicamente, a sociologia é um conjunto de conceitos, de técnicas e de métodos de investigação produzidos para explicar a vida social. Como princípio para o autor, a sociologia é o resultado de uma tentativa de compreensão de situações sociais radicalmente novas, criadas pela então nascente sociedade capitalista.
Podemos entender a sociologia como uma das manifestações do pensamento moderno. Desde Copérnico, a evolução do pensamento era exclusivamente científico. A sociologia veio preencher a lacuna do saber social, surgindo após, a constituição das ciências naturais e de várias ciências sociais. A sua formação constitui um acontecimento complexo para o qual concorreram circunstâncias históricas e intelectuais e intenções práticas. O seu surgimento ocorre num momento histórico determinado, coincidente com os últimos momentos da desagregação da sociedade feudal e da consolidação da civilização capitalista.
A criação da sociologia não é obra de um só
filósofo ou cientista, mas o trabalho de vários pensadores empenhados em
compreender as situações novas de existência que estavam em curso.
As transformações econômicas, políticas e
culturas verificadas no século XVII, marca de forma indelével a sociologia. As
revoluções industrial e a francesa patrocinam a instalação definitiva da
sociedade capitalista. Somente por volta de 1830, um século depois, surgiria a
palavra sociologia, fruto dos acontecimentos das duas revoluções citadas. A
revolução industrial, à parte a introdução da máquina a vapor e os
aperfeiçoamentos dos métodos produtivos, determinou o triunfo da indústria
capitalista pela concentração e controle de máquinas, terras e ferramentas onde
as massas humanas eram simples trabalhadores despossuídos.
Cada passo da sociedade capitalista capitaneava a desintegração e o solapamento de instituições e costumes reinantes, para constituir-se em novas formas de organização social. As máquinas não simplesmente destruíam os pequenos artesãos, como obrigava-os à forte disciplina, nova conduta e relação de trabalho até então desconhecidas.
Em 80 anos (entre 1780 e 1860), a Inglaterra conseguiu mudar radicalmente a sua face. Pequenas cidades passaram a grandes cidades produtoras e exportadoras. Estas bruscas transformações implicariam em nova organização social, pela transformação da atividade artesanal em manufatureira e fabril, como também pela emigração do campo para a cidade onde mulheres e crianças em jornadas de trabalho desumanas percebiam salários de subsistência e constituía-se em mais da metade da força de trabalho industrial. Estas cidades se transformaram num verdadeiro caos, vez que sem condições para suportar um vertiginoso crescimento, deram lugar a toda sorte de problemas sociais, tais como, surtos de epidemias de tifo e cólera, vícios, prostituição, criminalidade, infanticídio que dizimaram parte das suas populações.
Cada passo da sociedade capitalista capitaneava a desintegração e o solapamento de instituições e costumes reinantes, para constituir-se em novas formas de organização social. As máquinas não simplesmente destruíam os pequenos artesãos, como obrigava-os à forte disciplina, nova conduta e relação de trabalho até então desconhecidas.
Em 80 anos (entre 1780 e 1860), a Inglaterra conseguiu mudar radicalmente a sua face. Pequenas cidades passaram a grandes cidades produtoras e exportadoras. Estas bruscas transformações implicariam em nova organização social, pela transformação da atividade artesanal em manufatureira e fabril, como também pela emigração do campo para a cidade onde mulheres e crianças em jornadas de trabalho desumanas percebiam salários de subsistência e constituía-se em mais da metade da força de trabalho industrial. Estas cidades se transformaram num verdadeiro caos, vez que sem condições para suportar um vertiginoso crescimento, deram lugar a toda sorte de problemas sociais, tais como, surtos de epidemias de tifo e cólera, vícios, prostituição, criminalidade, infanticídio que dizimaram parte das suas populações.
Este fenômeno, o da revolução industrial,
determinou o aparecimento do proletariado e o papel histórico que ele
desempenharia na sociedade capitalista. Os seus efeitos catastróficos para a
classe trabalhadora geraram sentimentos de revolta traduzidos externamente na
forma de destruição de máquinas, sabotagens, explosão de oficinas, roubos e
outros crimes, que deram lugar à criação de associações livres e sindicatos que
permitiram o diálogo de classes organizadas, cientes de seus interesses com os
proprietários dos instrumentos de trabalho.
Estes importantes acontecimentos e as
transformações sociais verificadas despertaram a necessidade investigação. Os
pensadores ingleses que testemunhavam estas transformações e com elas se
preocupavam não eram homens de ciência ou sociólogos profissionais. Eram homens
de atitude que desejavam introduzir determinadas modificações na sociedade.
Participavam de debates ideológicos onde estavam presentes correntes
conservadoras, liberais e socialistas, visando orientação de ações para
conservar, modificar radicalmente ou reformar a sociedade de seu tempo. Isto
quer dizer que os precursores da sociologia se encontravam entre militantes
políticos e entre as pessoas que se preocupavam com os problemas sociais. Entre
eles estavam os pensadores: Owen (1771-1858), William Thompson (1775-1833),
Jeremy Bentham (1748-1832), etc., cujos escritos foram de importância capital
para a formação e constituição de um saber sobre a sociedade.
A sociologia constitui uma resposta intelectual às novas situações colocadas pela revolução industrial, como por exemplo, a situação dos trabalhadores, o aparecimento das cidades industriais, as transformações tecnológicas, a organização do trabalho na fábrica, etc. É a formação e uma estrutura social específica – a sociedade capitalista – que impõe uma reflexão sobre a sociedade, suas transformações, suas crises, e sobre seus antagonismos de classe. A observação e o experimento como fontes da exploração dos fenômenos da natureza propiciaram a acumulação de fatos. O relacionamento entre estes, possibilitaria o seu controle e domínio. O pensamento filosófico do século XVII contribuiu para popularizar os avanços do pensamento científico. “A teologia deixaria de ser a forma norteadora do pensamento. A autoridade em que se apoiava um dos alicerces da teologia, cederia lugar a uma dúvida metódica que possibilitasse um conhecimento objetivo da realidade” (Francis Bacon 1561-1626). Para ele o novo método de conhecimento (observação e experimentação), ampliaria infinitamente o poder do homem e deveria ser estendido e aplicado ao estudo da sociedade.
A sociologia constitui uma resposta intelectual às novas situações colocadas pela revolução industrial, como por exemplo, a situação dos trabalhadores, o aparecimento das cidades industriais, as transformações tecnológicas, a organização do trabalho na fábrica, etc. É a formação e uma estrutura social específica – a sociedade capitalista – que impõe uma reflexão sobre a sociedade, suas transformações, suas crises, e sobre seus antagonismos de classe. A observação e o experimento como fontes da exploração dos fenômenos da natureza propiciaram a acumulação de fatos. O relacionamento entre estes, possibilitaria o seu controle e domínio. O pensamento filosófico do século XVII contribuiu para popularizar os avanços do pensamento científico. “A teologia deixaria de ser a forma norteadora do pensamento. A autoridade em que se apoiava um dos alicerces da teologia, cederia lugar a uma dúvida metódica que possibilitasse um conhecimento objetivo da realidade” (Francis Bacon 1561-1626). Para ele o novo método de conhecimento (observação e experimentação), ampliaria infinitamente o poder do homem e deveria ser estendido e aplicado ao estudo da sociedade.
O uso sistemático da razão, do livre exame
da realidade, representou um grande salto para libertar o conhecimento do
controle científico, da tradição, da “revelação” e, conseqüentemente, para a
formulação de uma nova atitude intelectual diante dos fenômenos da natureza e
da cultura.
Se no século XVIII os dados estatísticos
voavam, dando conta de uma produtividade desconhecida, o pensamento social
também divagava rumo a novas descobertas. Se o processo histórico possui
lógica, pode ser compreendido e assim abrir novas pistas para o estudo racional
da sociedade (Vico 1668-1744). Para ele é o homem que produz a história. Daí,
afirmava que a sociedade podia ser compreendida porque, ao contrário da
natureza, ela constitui obra dos próprios homens.
Esta postura influenciou os historiadores
escoceses da época, como David Hume (1711-1776) e Adam Ferguson (1723-1816), e
seria posteriormente desenvolvida e amadurecida por Hegel e Marx. Foi também
dessa época a disposição e tratar a sociedade a partir do estudo de seus grupos
e não dos indivíduos isolados, a cuja corrente pertencia Adam Ferguson que foi
influenciado pelas idéias de Bacon de que é a indução, e não a dedução, que nos
revela a natureza do mundo, e a importância da observação enquanto instrumento
para a obtenção do conhecimento.
É a intensidade dos conflitos entre as classes dominantes da sociedade feudal e a burguesia revolucionária que leva os filósofos, seus representantes intelectuais, a atacarem de forma impiedosa a sociedade feudal e sua estrutura de conhecimento, e a negarem abertamente a sociedade existente.
É a intensidade dos conflitos entre as classes dominantes da sociedade feudal e a burguesia revolucionária que leva os filósofos, seus representantes intelectuais, a atacarem de forma impiedosa a sociedade feudal e sua estrutura de conhecimento, e a negarem abertamente a sociedade existente.
Os iluministas, enquanto ideólogos da
burguesia, com posições revolucionárias, atacavam firmemente os fundamentos da
sociedade feudal e seus privilégios e as restrições que esta impunha aos
interesses econômicos e políticos da burguesia. Estes iluministas reformularam
as idéias e procedimentos de seus antecessores como Descartes, Bacon, Hobbes:
ao invés de usarem a dedução como a maioria dos pensadores do século XVII, os
iluministas insistiam numa explicação da realidade baseado no modelo das ciências
da natureza, influenciados mais por Newton (modelo de conhecimento baseado na
observação, experimentação e acumulação de dados), do que por Descartes (método
de investigação baseado na dedução).
Combinando o uso da razão e da observação,
os iluministas analisaram quase todos os aspectos da sociedade (população,
comércio, religião, moral, família, etc.).O objetivo do estudo era demonstrar
que as instituições eram irracionais e injustas, que atentavam contra a
natureza dos indivíduos e impediam a liberdade do homem, por isso deviam ser
eliminadas. Para eles o indivíduo possuía razão, perfeição inata e era
destinado à liberdade e à igualdade social. Reivindicavam a liberação do
indivíduo de todos os laços sociais tradicionais, tal como as corporações, a autoridade
feudal, etc.
O visível progresso das formas de pensar,
fruto das novas maneiras de pensar e viver contribuía para afastar
interpretações fundadas em superstições e crenças infundadas e abria espaço
para a constituição de um saber sobre os fenômenos histórico-sociais.
O “homem comum” da época também passou a deixar de encarar, cada vez mais, as instituições sociais, as normas, como fenômenos sagrados e imutáveis submetidos a forças sobrenaturais, percebendo-os como produtos da atividade humana passíveis de serem conhecidos e mudados.
O “homem comum” da época também passou a deixar de encarar, cada vez mais, as instituições sociais, as normas, como fenômenos sagrados e imutáveis submetidos a forças sobrenaturais, percebendo-os como produtos da atividade humana passíveis de serem conhecidos e mudados.
A ferrenha crítica dos iluministas às
instituições feudais constituía-se em claro indício da putrefação da luta que a
burguesia travava no plano político contra a classe feudal dominante. Na
França, as forças burguesas ascendentes colidiam com a típica monarquia
absolutista que privilegiava aproximadamente quinhentas mil pessoas em
detrimento de vinte e três milhões de habitantes, no final do século XVIII. Estes
privilégios incluíam isenção de impostos, direito de receber tributos feudais e
impedia a formação de livre-empresa e a exploração eficiente da terra e incapaz
de criar uma administração padronizada através de uma política tributária
racional e imparcial.
A burguesia, ao tomar o poder em 1789, insurgiu-se definitivamente contra os fundamentos da sociedade feudal, ao construir um Estado que assegurasse sua autonomia diante da Igreja e que incentivasse e protegesse a empresa capitalista. Aconteceu aí uma liquidação do regime antigo. Em menos de um ano a velha estrutura e o Estado monárquico estavam liquidados, inclusive abolindo radicalmente a antiga forma de sociedade e suas tradicionais instituições, arraigados costumes e hábitos, promovendo sensíveis alterações na economia, na política e na vida cultural. Neste contexto se situam a abolição das corporações e dos grêmios e a promulgação de legislação que limitava os poderes patriarcais na família, coibindo os abusos da autoridade do pai e forçando-o a uma divisão igualitária da propriedade. Confiscou propriedades da Igreja, suprimiu os votos monásticos e responsabilizou o Estado pela educação. Acabou com antigos privilégios de classe e amparou e incentivou o empresário.
A burguesia, ao tomar o poder em 1789, insurgiu-se definitivamente contra os fundamentos da sociedade feudal, ao construir um Estado que assegurasse sua autonomia diante da Igreja e que incentivasse e protegesse a empresa capitalista. Aconteceu aí uma liquidação do regime antigo. Em menos de um ano a velha estrutura e o Estado monárquico estavam liquidados, inclusive abolindo radicalmente a antiga forma de sociedade e suas tradicionais instituições, arraigados costumes e hábitos, promovendo sensíveis alterações na economia, na política e na vida cultural. Neste contexto se situam a abolição das corporações e dos grêmios e a promulgação de legislação que limitava os poderes patriarcais na família, coibindo os abusos da autoridade do pai e forçando-o a uma divisão igualitária da propriedade. Confiscou propriedades da Igreja, suprimiu os votos monásticos e responsabilizou o Estado pela educação. Acabou com antigos privilégios de classe e amparou e incentivou o empresário.
O choque da revolução foi tão intenso, que
após quase setenta anos de seu triunfo, o pensador francês Alexis de
Tocqueville disse dela: “A revolução segue seu curso: à medida que vai
aparecendo a cabeça do monstro, descobre-se que, após ter destruído as
instituições políticas, ela suprime as instituições civis e muda, em seguida,
as leis, os usos, os costumes e até a língua; após ter arruinado a estrutura do
governo, mexe nos fundamentos da sociedade e parece querer agredir até Deus...”
Este espanto também foi partilhado por outros como Durkheim, Sant-Simon, Comte,
Le Play, etc.
EXERCÍCIOS
01) Caracterize a Sociologia
enquanto ciência, salientando sua origem e objetivos.
02) Historicamente, qual o
conceito de Sociologia?
03) Por que podemos afirmar que a
Sociologia é uma das manifestações do pensamento moderno?
04) Quais os acontecimentos
históricos que foram fundamentais para o surgimento da Sociologia?
05) Por que os Iluministas
atacavam os fundamentos da sociedade feudal?
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
ATIVIDADE EXTRA 2º ANOS
ATIVIDADE EXTRA PARA OS 2º ANOS- 2º
BIMESTRE
1- O que é uma instituição social?
2 - Qual a
diferença entre instituição e grupo social?
3 - Por que as instituições dependem de outra
instituição?
4 - Descreva e explique sobre a estrutura de uma
instituição.
5 – Qual é o primeiro grupo
social ao qual pertencemos?
6 – Qual é a responsabilidade
social da família?
7 – Ao que a religião esteve
associada por longo tempo?
8 – Que poderes constituem o
Estado Democrático?
domingo, 14 de julho de 2013
exercícios
1.
(CNDL) “A sociedade humana é construída a partir da interação entre os homens e
o meio em que vivem”.
Explique por que essa interação é importante.
(UEL) “A casa não é destinada a
morar, o tecido não é disposto a vestir,
O pão ainda é destinado a alimentar: ele tem de dar lucro.
Mas se a produção apenas é consumida, e não é também vendida
Porque o salário dos produtores é muito baixo – quando é aumentado
Já não vale mais a pena mandar produzir a mercadoria –, por que
Alugar mãos? Elas têm de fazer coisas maiores no banco da fábrica
Do que alimentar seu dono e os seus, se é que se quer que haja
Lucro! Apenas: para onde com a mercadoria? A boa lógica diz:
Lã e trigo, café e frutas e peixes e porcos, tudo junto
É sacrificado ao fogo, a fim de aquentar o deus do lucro!
Montanhas de maquinaria, ferramentas de exércitos em trabalho,
Estaleiros, altos-fornos, lanifícios, minas e moinhos:
Tudo quebrado e, para amolecer o deus do lucro, sacrificado!
De fato, seu deus do lucro está tomado pela cegueira.
As vítimas
Ele não vê.
[...] As leis da economia se revelam
Como a lei da gravidade, quando a casa cai em estrondos
Sobre as nossas cabeças. Em pânico, a burguesia atormentada
Despedaça os próprios bens e desvaira com seus restos
Pelo mundo afora em busca de novos e maiores mercados.
(E pensando evitar a peste alguém apenas a carrega consigo, empestando
Também os recantos onde se refugia!) Em novas e maiores crises
A burguesia volta atônita a si. Mas os miseráveis, exércitos gigantes,
Que ela, planejadamente, mas sem planos, arrasta consigo,
Atirando-os a saunas e depois de volta a estradas geladas,
Começam a entender que o mundo burguês tem seus dias contados
Por se mostrar pequeno demais para comportar a riqueza que ele
próprio criou.”
(BRECHT, Bertolt. O manifesto. Crítica marxista, São Paulo, n. 16, p.116,
mar. 2003.)
Os versos anteriores fazem parte de um poema inacabado de Brecht (1898-1956) numa tentativa de versificar O manifesto do partido comunista de Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895). De acordo com o poema e com os conhecimentos da teoria de Marx sobre o capitalismo, é correto afirmar que, na sociedade burguesa, as crises econômicas e políticas, a concentração da renda, a pobreza e a fome são:
a) Oriundos da inveja que sentem os miseráveis por aqueles que conseguiram enriquecer.
b) Frutos da má gestão das políticas públicas.
c) Inerentes a esse modo de produção e a essa formação social.
d) Frutos do egoísmo próprio ao homem e que poderiam ser resolvidos com políticas emergenciais.
e) Fenômenos característicos das sociedades humanas desde as suas origens.
O pão ainda é destinado a alimentar: ele tem de dar lucro.
Mas se a produção apenas é consumida, e não é também vendida
Porque o salário dos produtores é muito baixo – quando é aumentado
Já não vale mais a pena mandar produzir a mercadoria –, por que
Alugar mãos? Elas têm de fazer coisas maiores no banco da fábrica
Do que alimentar seu dono e os seus, se é que se quer que haja
Lucro! Apenas: para onde com a mercadoria? A boa lógica diz:
Lã e trigo, café e frutas e peixes e porcos, tudo junto
É sacrificado ao fogo, a fim de aquentar o deus do lucro!
Montanhas de maquinaria, ferramentas de exércitos em trabalho,
Estaleiros, altos-fornos, lanifícios, minas e moinhos:
Tudo quebrado e, para amolecer o deus do lucro, sacrificado!
De fato, seu deus do lucro está tomado pela cegueira.
As vítimas
Ele não vê.
[...] As leis da economia se revelam
Como a lei da gravidade, quando a casa cai em estrondos
Sobre as nossas cabeças. Em pânico, a burguesia atormentada
Despedaça os próprios bens e desvaira com seus restos
Pelo mundo afora em busca de novos e maiores mercados.
(E pensando evitar a peste alguém apenas a carrega consigo, empestando
Também os recantos onde se refugia!) Em novas e maiores crises
A burguesia volta atônita a si. Mas os miseráveis, exércitos gigantes,
Que ela, planejadamente, mas sem planos, arrasta consigo,
Atirando-os a saunas e depois de volta a estradas geladas,
Começam a entender que o mundo burguês tem seus dias contados
Por se mostrar pequeno demais para comportar a riqueza que ele
próprio criou.”
(BRECHT, Bertolt. O manifesto. Crítica marxista, São Paulo, n. 16, p.116,
mar. 2003.)
Os versos anteriores fazem parte de um poema inacabado de Brecht (1898-1956) numa tentativa de versificar O manifesto do partido comunista de Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895). De acordo com o poema e com os conhecimentos da teoria de Marx sobre o capitalismo, é correto afirmar que, na sociedade burguesa, as crises econômicas e políticas, a concentração da renda, a pobreza e a fome são:
a) Oriundos da inveja que sentem os miseráveis por aqueles que conseguiram enriquecer.
b) Frutos da má gestão das políticas públicas.
c) Inerentes a esse modo de produção e a essa formação social.
d) Frutos do egoísmo próprio ao homem e que poderiam ser resolvidos com políticas emergenciais.
e) Fenômenos característicos das sociedades humanas desde as suas origens.
02)
Quem foi E. Durkheim e quais suas contribuições para a Sociologia?
03)
Segundo E. Durkheim defina:
a - Fato social
b – Sociedade
c - Coerção social
d- Anomia
04) Conceitue segundo a teoria
marxista:
b - Materialismo histórico
e - Mais-valia
05) Explique segundo a teoria de Marx:
a-
“Os homens fazem sua própria história, mas não a fazem como querem; não a fazem
sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam
diretamente, legadas e transmitidas pelo passado ”. (K. MARX)
06)
Qual a principal contribuição do marxismo para as ciências humanas?
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